domingo, 23 de agosto de 2009

Devaneios

Oras, mas se eu lhe contasse sobre meus sonhos da madrugada,
Se eu lhe contasse que leio rosas e ignoro livros,
Que vejo no escuro céu da noite, a mais bela companheira da boemia...
Talvez a vida se tornaria muito mais interessante do que valsar com a morte.
Soprei o passado como uma folha de outono.
Abracei o futuro com a maciez de uma pétala.
Não que eu deseje voltar a ser criança. Mas jogar bola na rua de tarde talvez seja mais prazeroso do que se alimentar de papel verde e panos de passarelas.
Não que eu não queira um novo amor. Mas a sensação que antecedia o primeiro beijo, era muito melhor do que transar num banheiro sujo de uma boate.
Não que eu não tenha perdido as esperanças. Mas é que as vezes, uma lágrima carrega consigo, mais alegrias que um simples sorriso.

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